O melhor caminho é integrar os dois modelos para ampliar a presença online da empresa.

 

Todos nós sabemos que o Facebook é enorme. Tem mmais de 845 milhões de usuários ativosao mês. Metade deles entrando diariamente na rede social. Não à toa, a atividade social está penetrando muitas facetas dos negócios hoje, a ponto de fomentar a discussão sobre a possibilidade das páginas dinâmicas do Facebook já terem poder de impactar (ou até mesmo substituir) os tradicionais sites de negócios.

As empresas têm recorrido ao Facebook para a realização de campanhas de marketing online, mas é uma boa ideia deixar os sites pontocom tradicionais para trás?

Em grandes empresas, pode ser uma pergunta fácil de responder. A maioria dos sites de grandes empresas são um bicho complexo onde a integração entre bancos de dados e sistemas de back-end, muitas vezes priprietários e legados e o seu site é crucial. Aqui, a troca pura e simplesmente pelo Facebook não funcionaria.

Onde o Facebook pode potencialmente funcionar como uma presença stand-alone na Web é nas pequenas empresas. A Muscle K9, por exemplo, usa a popular app TabJuice para oferecer aos visitantes do Facebook a opção “Compre agora” de sua página na rede social.

Estudo sobre a relação das pequenas empresas e os meios de comunicação social realizado recentemente pela Network Solutions mostrou que as pequenas empresas que usam as mídias sociais estão bastante otimistas com o pay-off da atividade social. O “State of Small Business Report” revela que para 63% das 500 empresas ouvidas o investimento nas redes sociais ajudou a tornar seus clientes mais leais, e 25% estimam que esse investimento tem dado lucro, enquanto apenas 15% acreditam terem perdido dinheiro.

As mídias sociais mais usadas por essas empreas são o Facebook (27%) e o LinkedIn (18%). E o estudo mostra que o crescimento da mídia social ainda não impactou o total de investimentos no Web site dessas 500 companhias, e está realmente contribuindo para a sua expansão; 62% sentem que o uso deste meio tenha tido qualquer impacto sobre seus investimentos em web, enquanto 27% acreditam que vá resultar em maior gasto. Mas 9% das 500 pequenas empresas ouvidas planeja eliminar seu site tradicional devido os bons resultados obtidos nas redes sociais. Não chega a ser um número impressionante, mas quando você considera que os Estados Unidos é o lar de mais de 27 milhões de pequenas empresas, é evidente que alguns vêem valor em usar o Facebook como uma presença Web primário.

Por que o Facebook é uma alternativa aos sites tradicionais?

Como a maioria dos serviços gratuitos online, como o Gmail ou WordPress, o Facebook é atraente para os proprietários de pequenas empresas porque é rápido, fácil e gratuito. Codificações e habilidades HTML não são necessárias. É possível criar uma página decente no Facebook para o seu negócio em minutos, sem a necessidade de recorrer à equipe de TI ou ao suporte técnico para fazê-lo.

De acordo com o Facebook, não há nenhum ramo típico entre os pequenos negócios que use mais ou menos a rede social. Em um e-mail enviado à CIO.com, um porta-voz do Facebook afirma de a rede viu todos os tipos de pequenas empresas usarem o Facebook, tais como restaurantes, cafés, lojas, varejistas online de cosméticos, equipamentos esportivos e lojas de música”.

Portanto, para algumas dessas pequenas empresas, usar o Facebook em vez de construir um site faz todo o sentido: é uma maneira fácil tornar o seu número de telefone e endereço disponíveis para os usuários da Internet e chegar aos clientes. Ser livre, é especialmente atraente para empresas com pouca verba que precisam de uma presença online.

Por que o Facebook não pode substituir a maioria dos sites corporativos?

Diane Buzzeo, CEO e fundador da Ability Commerce, provedora de software de comércio eletrônico, diz que acha que o Facebook e sites como o seu continuarão a se fundir, mas ela não acredita que a mídia social chegue um dia a substituir por completo os sites de comércio eletrônico e os motores de busca.

Agora, o ecommerce no Facebook (ou F-commerce, se você gosta de buzzwords) é uma oferta ainda limitada, que não fornece uma experiência de comércio eletrônico completa para o cliente. Na melhor das hipóteses, F-commerce pode apresentar novos produtos ou ser um novo canal de vendas atrelado à sua loja online, com ofertas limitadas, oferecidas por grandes marcas. É o que vem fazendo, no Brasil, o Magazine Luiza (veja o vídeo). A iniciativa Magazine Você permite aos usuários do Facebook e do Orkut criarem a própria loja na rede social e ganharem comissões de 2,5% ou 4,5% por cada venda . Toda a operação fica por conta do site de e-commerce do Magazine Luiza, que garante a segurança dos dados de pagamento, e o sigilo das informações, além de toda a logística de entrega.

 

“Eu acho que as mídias sociais são incrivelmente valiosas e têm um enorme potencial para a obtenção de informações, mas você ainda precisa levar as pessoas para a loja online para fazer o pedido”, disse ela.

Na opinião de Buzzeo, a tendência, por enquanto, é uma integração cada vez maior do Facebook com o carrinho de compras site de e-commerce tradicional. Se um cliente olha para um produto na sua página do Facebook e clica nele, o item deve ser adicionado ao seu carrinho no site de comércio eletrônico, quando o cliente estiver conectado.

Outra questão a considerar é que o Facebook é um “intermediário” e você não opina sobre a plataforma, como ela muda e sua política de privacidade, como você faria no seu próprio site. Uma preocupação para qualquer negócio é a perda potencial do seu perfil de negócios (e todos os seus conteúdos e contatos do cliente). Isso pode acontecer se você descumprir os termos de serviço.

O ecossistema Facebook é novo e a plataforma está em constante mutação. Na opinião de Peter Kim, diretor de estratégia de SaaS do Dachis Group, a relação com a rede social é muito parecida com a relação com as empresas de leasing.

“Sua página é hospedada pelo Facebook e você tem que jogar pelas regras dele. Algumas mudanças são lançadas sem preocupação com o que você tem ou deixa de ter”, disse ele. “Se você tem um pequeno negócio, é fácil construir uma página na rede social e difícil mantê-la ao longo do tempo, não só a partir de uma gestão comunitária, mas de uma perspectiva tecnológica também.”

Não escolha um. Integre

Portanto, os especialistas não vêem como uma grande vantagem a substituição de um site do negócio por páginas no Facebook, ao menos nos próximos cinco anos. A grande mudança está na integração dos dois modelos.

Até o Facebook concorda. De acordo com a gigante de redes sociais, potencialmente, páginas dinâmicas do Facebook poderiam substituir sites estáticos para as pequenas empresas, mas o Facebook diz que a maioria das empresas usa a plataforma de redes sociais em conjunto com o seu próprio site, para maior liberdade e exposição da marca, serviços e produtos.

Usar o Facebook como parte de uma presença integrada é sim uma boa ideia.

 

Postado em: http://cio.uol.com.br/tecnologia/2012/02/02/facebook-pode-substituir-os-sites-corporativos-tradicionais/

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